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Pesquisa da Unicamp atesta segurança do aplicador que utiliza glifosato de acordo com as recomendações técnicas

05 de julho de 2019
Em 90 amostras analisadas apenas 11 continham níveis quantificáveis de glifosato , porém, bem abaixo do aceitável pela Avisa.

Por: Notícias Agrícolas (Aleksander Horta e Izadora Pimenta)
Publicado: 02/07/2019 16:12
Última Modificação: 03/07/2019 15:39



Ângelo Zanaga Trapé, Prof. Dr. da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, foi o convidado de hoje do Notícias Agrícolas para discutir a questão do glifosato, que se encontra em consulta pública na Anvisa.

Trapé, que realizou uma pesquisa sobre o uso do glifosato com o apoio da Aprosoja-MT, conta que foram analisadas as amostras de urina de 30 aplicadores de glifosato. Foram 90 amostras analisadas – ou seja, três amostras para aplicados.

Dessas amostras, apenas 11 continham níveis quantificáveis de glifosato, mas bem abaixo do aceitável pela Anvisa. Isso, segundo o professor, mostra a segurança do produto, que não possui nível residual.

A metodologia utilizada, segundo ele, segue padrões internacionais. Essas análises, como conta Trapé, são realizadas sistematicamente em pesquisas na Alemanha, onde o produto é utilizado sem restrições.

A ingestão diária aceitável de glifosato para a Anvisa seria de 0,042 microgramas por quilo. Logo, ele acredita que os níveis residuais são muito pequenos e pouco relevantes.

Trapé avalia o glifosato como uma das moléculas mais seguras a respeito da saúde pública e que não há dado significativo que prove que este é um produto cancerígeno.

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